Leishmaniose Canina

27 de julho de 2026

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Saiba como prevenir, diagnosticar e tratar a doença

A leishmaniose visceral canina, popularmente conhecida como calazar, é uma doença infecciosa causada pelo protozoário Leishmania. Trata-se de uma enfermidade de grande importância para a saúde animal e também para a saúde pública, principalmente em regiões endêmicas, como o Tocantins. 


Neste artigo, você vai entender como ocorre a transmissão, quais são os principais sintomas, como é feito o diagnóstico e quais são as formas de prevenção e tratamento.


O que é a leishmaniose?


A leishmaniose é uma doença parasitária causada pelo protozoário Leishmania. Após a infecção, o parasita acomete principalmente órgãos internos, como:


  • Fígado;
  • Baço;
  • Linfonodos;
  • Medula óssea;
  • Rins.


Por atingir esses órgãos, muitas vezes a doença evolui de forma silenciosa, dificultando o diagnóstico precoce.


Como a leishmaniose é transmitida?


A transmissão ocorre atravez da da picada do mosquito-palha, também conhecido como (Lutzomyia longipalpis) . É importante destacar que:


  • A doença não é transmitida pelo contato direto entre cães;
  • Não é transmitida do cão para as pessoas pelo contato com sangue, urina, fezes ou secreções;
  • Também não é transmitida pelo simples convívio entre animais e seres humanos.


Ou seja, a única forma comprovada de transmissão é através da picada do mosquito infectado.


Como prevenir a doença?


A prevenção é a principal forma de combate à leishmaniose.

Entre as principais medidas estão:


  • Levar o pet ao veterinario ( consultas de rotina e exames esporadicos)
  • Utilização de repelentes específicos para cães;
  • Limpeza frequente dos quintais;
  • Retirada de folhas secas, frutos caídos e matéria orgânica;
  • Evitar ambientes úmidos e com acúmulo de resíduos;
  • Evitar a criação de aves próximas à residência, pois elas podem atrair o mosquito palha para o ambiente.


Diferentemente do mosquito da dengue, que se prolifera em água parada, o mosquito palha prefere locais ricos em matéria orgânica em decomposição.


Quais são os principais sintomas?


Os sinais clínicos podem variar bastante e nem sempre aparecem da mesma forma.

Os sintomas mais comuns incluem:


  • Emagrecimento;
  • Apatia;
  • Anemia;
  • Aumento dos linfonodos;
  • Aumento do fígado e do baço;
  • Alterações renais;
  • Alterações hepáticas;
  • Problemas dermatológicos;
  • Alterações oftalmológicas.


Antigamente, era comum associar a leishmaniose apenas ao crescimento exagerado das unhas e às lesões de pele. Hoje sabemos que esses sinais costumam aparecer quando a doença já está em estágio mais avançado.


Por isso, alterações discretas em exames laboratoriais, como anemia, alterações nas plaquetas, fígado ou rins, nunca devem ser negligenciadas e precisam ser investigadas.


A importância do diagnóstico precoce


O diagnóstico precoce faz toda a diferença no sucesso do tratamento. Existem diferentes tipos de exames, cada um com características específicas de sensibilidade e especificidade.


De forma geral, eles podem ser divididos em:


Exames sorológicos (indiretos)


Esses exames identificam os anticorpos produzidos pelo organismo contra a leismania.


Entretanto, em regiões endêmicas, muitos animais podem apresentar anticorpos sem estarem doentes. Por isso, um exame sorológico positivo nem sempre significa que o paciente esteja doente.


Esses testes são bastante utilizados como triagem, principalmente em animais aparentemente saudáveis.


Exames moleculares (PCR)


Exames moleculares são considerados hoje a forma mais precisa e moderna.


Diferentemente da sorologia, o PCR procura diretamente o DNA do parasita.


Quando o agente causador é identificado, confirma-se que o animal está infectado, que é o agente causador da doença e assim não deixa duvida se o paciente esta infectado ou não.


Por apresentar maior sensibilidade e especificidade, o PCR é hoje o exame mais indicado para confirmar a leishmaniose e tambem para acompnhar o tratamento pois temos a pcr que não apenas fala se tem ou não tem o parasita e a pcr tambem quantifica ...alem de nos dar a certeza quantifica os parasitas de 0,01 copia até 500 milhoes de copias de dna..por isso é sem duvida o melhor exame para diagnostico e tambem para acompnhamento do tratamento hoje.


Por que os exames são tão importantes?


Além de confirmar o diagnóstico, os exames permitem:


  • Avaliar a gravidade da doença;
  • Identificar alterações nos rins, fígado e medula óssea;
  • Detectar anemia e outras complicações;
  • Monitorar a resposta ao tratamento;
  • Ajustar o protocolo terapêutico conforme a evolução do paciente.


Também é fundamental investigar doenças que podem ocorrer simultaneamente, como:


  • Erliquiose; 
  • Anaplasmose;
  • Outras;


Essas enfermidades podem agravar o quadro clínico e precisam ser tratadas juntamente com a leishmaniose.


A leishmaniose tem tratamento?


Sim.


No passado, a eutanásia era frequentemente indicada. Atualmente, com o avanço da medicina veterinária, isso mudou.


Hoje existem medicamentos, protocolos terapêuticos e exames modernos que permitem controlar a doença e proporcionar qualidade de vida ao paciente.


Quanto mais cedo o diagnóstico for realizado, maiores são as chances de controle da enfermidade e menor o risco de complicações.


O acompanhamento é indispensável


Mesmo após o início do tratamento, o acompanhamento veterinário deve ser contínuo.

O paciente precisa realizar exames periódicos para:


  • Monitorar a presença do parasita; 
  • Avaliar a resposta ao tratamento; 
  • Detectar possíveis recaídas; 
  • Acompanhar a função dos rins, fígado e medula óssea.


Esse acompanhamento garante mais segurança para o pet, para sua família e contribui para o controle da doença na comunidade.


Conclusão


A prevenção continua sendo a melhor estratégia. Manter as consultas preventivas ao veterinario e o ambiente limpo, eliminar o acúmulo de matéria orgânica, proteger o pet contra o mosquito-palha com o uso de coleiras repelentes e realizar exames preventivos periodicamente são medidas fundamentais para reduzir o risco da doença.


Ao perceber qualquer alteração na saúde do seu pet, procure um médico veterinário. O diagnóstico precoce é essencial para aumentar as chances de sucesso no tratamento, proporcionando mais qualidade de vida ao seu melhor amigo.


LEKA ESTA CADELA DO FOTO É PROVA QUE OS PETS PODEM SER TRATADOS ..POIS TEVE DIAGNOSTICO DE LEISHMANIOSE COM 2 ANOS DE IDADE E VIVEU 15 ANOS COM MUITA QUALIDADE DE VIDA E NÃO FOI EUTANASIADA E NEM FALECEU DEVIDO A LEISHMANIOSE .. POIS FOI TRATADA E ACOMPNHADA ADEQUADAMENTE .

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