Leishmaniose Canina
Saiba como prevenir, diagnosticar e tratar a doença


A leishmaniose visceral canina, popularmente conhecida como calazar, é uma doença infecciosa causada pelo protozoário Leishmania. Trata-se de uma enfermidade de grande importância para a saúde animal e também para a saúde pública, principalmente em regiões endêmicas, como o Tocantins.
Neste artigo, você vai entender como ocorre a transmissão, quais são os principais sintomas, como é feito o diagnóstico e quais são as formas de prevenção e tratamento.
O que é a leishmaniose?
A leishmaniose é uma doença parasitária causada pelo protozoário Leishmania. Após a infecção, o parasita acomete principalmente órgãos internos, como:
- Fígado;
- Baço;
- Linfonodos;
- Medula óssea;
- Rins.
Por atingir esses órgãos, muitas vezes a doença evolui de forma silenciosa, dificultando o diagnóstico precoce.
Como a leishmaniose é transmitida?
A transmissão ocorre atravez da da picada do mosquito-palha, também conhecido como (Lutzomyia longipalpis) . É importante destacar que:
- A doença não é transmitida pelo contato direto entre cães;
- Não é transmitida do cão para as pessoas pelo contato com sangue, urina, fezes ou secreções;
- Também não é transmitida pelo simples convívio entre animais e seres humanos.
Ou seja, a única forma comprovada de transmissão é através da picada do mosquito infectado.
Como prevenir a doença?
A prevenção é a principal forma de combate à leishmaniose.
Entre as principais medidas estão:
- Levar o pet ao veterinario ( consultas de rotina e exames esporadicos)
- Utilização de repelentes específicos para cães;
- Limpeza frequente dos quintais;
- Retirada de folhas secas, frutos caídos e matéria orgânica;
- Evitar ambientes úmidos e com acúmulo de resíduos;
- Evitar a criação de aves próximas à residência, pois elas podem atrair o mosquito palha para o ambiente.
Diferentemente do mosquito da dengue, que se prolifera em água parada, o mosquito palha prefere locais ricos em matéria orgânica em decomposição.
Quais são os principais sintomas?
Os sinais clínicos podem variar bastante e nem sempre aparecem da mesma forma.
Os sintomas mais comuns incluem:
- Emagrecimento;
- Apatia;
- Anemia;
- Aumento dos linfonodos;
- Aumento do fígado e do baço;
- Alterações renais;
- Alterações hepáticas;
- Problemas dermatológicos;
- Alterações oftalmológicas.
Antigamente, era comum associar a leishmaniose apenas ao crescimento exagerado das unhas e às lesões de pele. Hoje sabemos que esses sinais costumam aparecer quando a doença já está em estágio mais avançado.
Por isso, alterações discretas em exames laboratoriais, como anemia, alterações nas plaquetas, fígado ou rins, nunca devem ser negligenciadas e precisam ser investigadas.
A importância do diagnóstico precoce
O diagnóstico precoce faz toda a diferença no sucesso do tratamento. Existem diferentes tipos de exames, cada um com características específicas de sensibilidade e especificidade.
De forma geral, eles podem ser divididos em:
Exames sorológicos (indiretos)
Esses exames identificam os anticorpos produzidos pelo organismo contra a leismania.
Entretanto, em regiões endêmicas, muitos animais podem apresentar anticorpos sem estarem doentes. Por isso, um exame sorológico positivo nem sempre significa que o paciente esteja doente.
Esses testes são bastante utilizados como triagem, principalmente em animais aparentemente saudáveis.
Exames moleculares (PCR)
Exames moleculares são considerados hoje a forma mais precisa e moderna.
Diferentemente da sorologia, o PCR procura diretamente o DNA do parasita.
Quando o agente causador é identificado, confirma-se que o animal está infectado, que é o agente causador da doença e assim não deixa duvida se o paciente esta infectado ou não.
Por apresentar maior sensibilidade e especificidade, o PCR é hoje o exame mais indicado para confirmar a leishmaniose e tambem para acompnhar o tratamento pois temos a pcr que não apenas fala se tem ou não tem o parasita e a pcr tambem quantifica ...alem de nos dar a certeza quantifica os parasitas de 0,01 copia até 500 milhoes de copias de dna..por isso é sem duvida o melhor exame para diagnostico e tambem para acompnhamento do tratamento hoje.
Por que os exames são tão importantes?
Além de confirmar o diagnóstico, os exames permitem:
- Avaliar a gravidade da doença;
- Identificar alterações nos rins, fígado e medula óssea;
- Detectar anemia e outras complicações;
- Monitorar a resposta ao tratamento;
- Ajustar o protocolo terapêutico conforme a evolução do paciente.
Também é fundamental investigar doenças que podem ocorrer simultaneamente, como:
- Erliquiose;
- Anaplasmose;
- Outras;
Essas enfermidades podem agravar o quadro clínico e precisam ser tratadas juntamente com a leishmaniose.
A leishmaniose tem tratamento?
Sim.
No passado, a eutanásia era frequentemente indicada. Atualmente, com o avanço da medicina veterinária, isso mudou.
Hoje existem medicamentos, protocolos terapêuticos e exames modernos que permitem controlar a doença e proporcionar qualidade de vida ao paciente.
Quanto mais cedo o diagnóstico for realizado, maiores são as chances de controle da enfermidade e menor o risco de complicações.
O acompanhamento é indispensável
Mesmo após o início do tratamento, o acompanhamento veterinário deve ser contínuo.
O paciente precisa realizar exames periódicos para:
- Monitorar a presença do parasita;
- Avaliar a resposta ao tratamento;
- Detectar possíveis recaídas;
- Acompanhar a função dos rins, fígado e medula óssea.
Esse acompanhamento garante mais segurança para o pet, para sua família e contribui para o controle da doença na comunidade.
Conclusão
A prevenção continua sendo a melhor estratégia. Manter as consultas preventivas ao veterinario e o ambiente limpo, eliminar o acúmulo de matéria orgânica, proteger o pet contra o mosquito-palha com o uso de coleiras repelentes e realizar exames preventivos periodicamente são medidas fundamentais para reduzir o risco da doença.
Ao perceber qualquer alteração na saúde do seu pet, procure um médico veterinário. O diagnóstico precoce é essencial para aumentar as chances de sucesso no tratamento, proporcionando mais qualidade de vida ao seu melhor amigo.
LEKA ESTA CADELA DO FOTO É PROVA QUE OS PETS PODEM SER TRATADOS ..POIS TEVE DIAGNOSTICO DE LEISHMANIOSE COM 2 ANOS DE IDADE E VIVEU 15 ANOS COM MUITA QUALIDADE DE VIDA E NÃO FOI EUTANASIADA E NEM FALECEU DEVIDO A LEISHMANIOSE .. POIS FOI TRATADA E ACOMPNHADA ADEQUADAMENTE .


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